Na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, morreu um detento de 38 anos em razão da COVID-19, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do município. A penitenciária é a maior unidade prisional do Rio Grande do Sul, opera 154% acima da sua capacidade total e registra casos de contaminação desde julho. Ao fim de agosto, já se contabilizam sete mortes oficiais de apenados por COVID-19 no estado.
 

Aproximadamente 200 mulheres familiares de detentos se manifestaram em frente ao Polo Industrial de Alagoas, em Maceió, em 28 de agosto. O motivo da manifestação é semelhante ao de outros estados: desejam o retorno das visitas e da entrega de alimentos e denunciam torturas cometidas contra seus familiares. O governador Renan Filho (MDB) atribuiu responsabilidade pela proibição da entrega das feiras aos agentes penais, que buscam melhores condições de trabalho. Os direitos das pessoas presas e de seus familiares têm sido utilizados como moeda de troca nas negociações entre o governo de Alagoas e os agentes penitenciários..
 

Na Bahia, em 13 de agosto, familiares e movimentos sociais também protestaram em Salvador, em frente ao Gabinete do Governador. Eles reivindicam a volta das visitas presenciais, de produtos de higiene e alimentação adequados para os detentos e informações sobre o estado de saúde dos apenados, de acordo com a Frente Estadual pelo Desencarceramento da Bahia @desencarceraba. No estado, apenas 3,2% das 15.108 pessoas presas foram testadas para o novo coronavírus, de acordo com o boletim do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

No centro-oeste brasileiro, diversas são as inconsistências de dados identificadas pelo Infovírus. No Mato Grosso, quantificam-se os detentos infectados, mas não se informa sobre o estado de saúde deles. No Mato Grosso do Sul, o boletim diário da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) traz o número de servidores e detentos infectados, mas não informa o número de testes. No Distrito Federal, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) não disponibiliza os dados sobre os detentos do sistema prisional desde o dia 17 de junho.

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